Abrir uma empresa de serviços em 2026 custa, na prática, entre R$ 0 e cerca de R$ 1.000 no ato da abertura — dependendo do estado, do tipo de empresa e de quem faz o processo para você. Se for MEI, o registro é gratuito. Se for ME (SLU ou LTDA), os custos obrigatórios se resumem à taxa da Junta Comercial (de aproximadamente R$ 95 a R$ 650, conforme o estado) e ao certificado digital e-CNPJ (na faixa de R$ 130 a R$ 250 por ano). Honorários de contador para a abertura, que já custaram de R$ 500 a R$ 1.500, hoje podem ser zero: contabilidades digitais como a Numeos abrem sua empresa sem cobrar pelo serviço — você paga apenas as taxas públicas.
O que muita gente esquece é que o custo real de abrir uma empresa não termina no registro. Depois do CNPJ ativo, entram os custos recorrentes: INSS sobre o pró-labore (mínimo de R$ 178,31/mês em 2026), mensalidade da contabilidade e os impostos sobre o faturamento. Neste guia, colocamos tudo na ponta do lápis — taxa por taxa — para você saber exatamente quanto vai gastar para abrir e para manter seu CNPJ, sem surpresas.
Custos de registro: a taxa da Junta Comercial em cada estado
O primeiro custo obrigatório de quem abre uma ME (Microempresa) é a taxa de arquivamento do contrato social na Junta Comercial do seu estado. O pagamento é feito por guia estadual — em São Paulo, por exemplo, via DARE (Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais); em atos federais específicos pode haver DARF. Cada Junta define sua própria tabela, atualizada todo ano, e a diferença entre estados é grande.
Valores de referência para constituição em 2026:
| Estado (Junta) | Empresário Individual | Sociedade Limitada (LTDA/SLU) |
|---|---|---|
| São Paulo (JUCESP) | ~R$ 95 | ~R$ 219 |
| Minas Gerais (JUCEMG) | ~R$ 135 | ~R$ 270 |
| Rio de Janeiro (JUCERJA) | ~R$ 100 | ~R$ 650 |
Em São Paulo, a tabela 2026 da JUCESP (Portaria nº 146/2025, vigente desde 02/01/2026) fixou a constituição de sociedade limitada em cerca de R$ 219 com pagamento via DARE. No Rio de Janeiro, a Deliberação JUCERJA nº 171/2025 elevou o arquivamento de atos de sociedade limitada para R$ 650 em 2026 — uma das taxas mais altas do país — enquanto o empresário individual paga R$ 100. Em Minas Gerais, os valores de referência recentes ficam na casa de R$ 130 a R$ 270. Nos demais estados, a faixa típica vai de R$ 150 a R$ 400. Vale conferir a tabela vigente no site da Junta do seu estado antes de emitir a guia, pois os valores são reajustados anualmente.
Além da taxa de constituição, podem aparecer pequenos custos acessórios: busca de viabilidade de nome (gratuita na maioria dos estados via Redesim), autenticação de livros e eventuais segundas vias. Para um prestador de serviços comum, porém, a taxa de arquivamento é praticamente o único custo público relevante no registro.
Certificado digital e-CNPJ: quanto custa
O certificado digital é a “identidade eletrônica” da sua empresa: é ele que permite assinar documentos, emitir notas fiscais e cumprir obrigações junto à Receita Federal. Para a maioria das empresas de serviços, o modelo mais usado é o e-CNPJ A1, um arquivo digital instalado no computador, com validade de 1 ano.
Faixas de preço praticadas em 2026:
- e-CNPJ A1 (arquivo, 12 meses): de R$ 130 a R$ 250, com preço médio em torno de R$ 180–200;
- e-CNPJ A3 (token ou cartão, até 3 anos): de R$ 250 a R$ 450, mais o custo da mídia física.
O A1 costuma ser a melhor escolha para prestadores de serviços: é mais barato, pode ser usado em sistemas de emissão de nota e não depende de dispositivo físico. O MEI, em regra, não precisa de certificado digital — só passa a precisar em situações específicas, como ter empregado (eSocial em alguns casos) ou emitir certos tipos de nota em determinados municípios.
Alvarás e licenças municipais: quando são gratuitos ou dispensados
Aqui mora uma boa notícia que muita gente não conhece: desde a Lei de Liberdade Econômica (Lei nº 13.874/2019), atividades classificadas como de baixo risco estão dispensadas de alvará de funcionamento e de licenças prévias. A lista de atividades de baixo risco é definida em resolução do CGSIM e pode ser complementada por estados e municípios — e ela inclui a maior parte dos serviços intelectuais: consultoria, desenvolvimento de software, design, marketing, psicologia, engenharia e advocacia em escritório, entre outros.
Na prática, isso significa que:
- Atividade de baixo risco + escritório ou home office: sem alvará, sem taxa. Você recebe a dispensa automaticamente pelo próprio processo da Redesim;
- Atividades com risco sanitário, ambiental ou de segurança (clínicas com procedimentos, restaurantes, comércio com estoque): pode haver licença da vigilância sanitária, bombeiros ou meio ambiente, com taxas que variam de R$ 100 a R$ 1.000+ conforme o município e a atividade;
- Inscrição municipal (CCM/ISS): obrigatória para prestadores de serviços, mas em geral gratuita.
Se você pretende atuar de casa — como boa parte dos prestadores de serviços hoje — o cenário é ainda mais simples. Explicamos os detalhes de endereço fiscal, viabilidade e CNAEs nesse modelo no guia sobre abrir empresa em casa.
Os custos que quase ninguém conta na hora de abrir
As taxas públicas são só a entrada. O custo real de ter um CNPJ aparece nos meses seguintes — e é aqui que muitos empreendedores se surpreendem. Coloque estes itens no seu planejamento:
1. Capital social inicial. Não existe capital mínimo para abrir uma SLU ou LTDA de serviços, mas o valor declarado no contrato social precisa ser integralizado (transferido para a empresa) em algum momento. Para prestadores de serviços, é comum declarar entre R$ 1.000 e R$ 10.000 — dinheiro que continua sendo seu, dentro da empresa, mas que deve existir de fato.
2. Pró-labore e INSS. Todo sócio que trabalha na empresa deve ter pró-labore, e sobre ele incide INSS de 11%. Com o pró-labore mínimo prático de 1 salário mínimo (R$ 1.621,00 em 2026), o INSS é de R$ 178,31 por mês — um custo fixo que existe mesmo em mês sem faturamento. A boa notícia de 2026: com a nova lei da isenção do IR, pró-labore de até R$ 5.000/mês não paga Imposto de Renda.
3. Mensalidade da contabilidade. Empresas no Simples Nacional (exceto MEI) são obrigadas a manter contabilidade. Nas contabilidades digitais, os planos para prestadores de serviços costumam partir de valores próximos a um salário mínimo por mês ou menos; em escritórios tradicionais, o valor tende a ser maior e cresce com a folha de pagamento.
4. Impostos sobre o faturamento. No Simples Nacional, a alíquota inicial para serviços vai de 6% (Anexo III) a 15,5% (Anexo V) sobre a receita — e a diferença entre um anexo e outro depende do Fator R. Esse é, de longe, o “custo” mais relevante da empresa, e é onde um bom planejamento faz diferença de milhares de reais por ano.
5. Emissor de notas e conta PJ. A emissão de NFS-e pelos portais das prefeituras e pelo emissor nacional é gratuita, e hoje há bancos digitais com conta PJ sem mensalidade. Dá para zerar essa linha do orçamento.
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MEI × ME: comparação de custo de abertura e manutenção
Se o seu faturamento cabe no limite do MEI (R$ 81.000/ano) e sua atividade está na lista permitida, o custo de abrir e manter é imbatível. Mas a comparação precisa ser honesta: o MEI tem travas de faturamento, de atividade e de contratação que fazem muitos prestadores de serviços já nascerem como ME. Veja o comparativo:
| Item | MEI | ME (SLU/LTDA no Simples) |
|---|---|---|
| Registro/abertura | R$ 0 (Portal do Empreendedor) | Taxa da Junta: ~R$ 95 a R$ 650 |
| Certificado digital | Dispensado, em regra | R$ 130–250/ano (e-CNPJ A1) |
| Contabilidade | Facultativa | Obrigatória (mensalidade) |
| Custo fixo mensal | DAS de R$ 86,05 (serviços) | INSS do pró-labore (R$ 178,31+) + contabilidade |
| Impostos sobre receita | Incluídos no DAS fixo | 6% a 15,5%+ conforme anexo e faixa |
| Limite de faturamento | R$ 81 mil/ano | R$ 4,8 milhões/ano (Simples) |
Em resumo: o MEI custa cerca de R$ 86 por mês, tudo incluído; uma ME de serviços bem enxuta parte de algo entre R$ 400 e R$ 700 mensais entre INSS, contabilidade e impostos mínimos. Antes de decidir pelo caminho mais barato, confira se você pode ser MEI e se ele comporta seus planos — o nosso guia completo do MEI em 2026 resume limites, regras e pegadinhas. E se a dúvida é sobre o formato societário ideal, compare MEI, SLU e LTDA antes de registrar.
Como abrir pagando só as taxas públicas: a “abertura grátis” da Numeos
“Abertura grátis” virou padrão nas contabilidades digitais — e vale explicar com transparência como esse modelo funciona, porque não existe mágica. O que é grátis é o serviço de abertura: análise do seu caso, escolha de CNAEs, elaboração do contrato social, protocolo na Junta, enquadramento no Simples Nacional e acompanhamento até o CNPJ sair. As taxas públicas (Junta Comercial e, se aplicável, licenças) continuam existindo, porque são cobradas pelo governo — ninguém pode isentá-las.
Por que a Numeos abre sua empresa sem cobrar por isso? Porque o nosso modelo é de relacionamento de longo prazo: você abre a empresa conosco e contrata a contabilidade mensal, que é onde está o nosso serviço contínuo. Para você, o resultado prático é objetivo:
- Economia imediata dos honorários de abertura (R$ 500 a R$ 1.500 no modelo tradicional);
- Processo 100% digital, sem cartório e sem filas, com assinatura eletrônica;
- Abertura certa desde o início — CNAEs, anexo do Simples e pró-labore planejados para pagar menos imposto legalmente, o que costuma valer mais do que qualquer taxa.
O passo a passo completo do processo — da viabilidade ao CNPJ ativo — está detalhado no nosso guia de como abrir um CNPJ para prestador de serviços. Cada caso tem suas particularidades (estado, cidade, atividade, previsão de faturamento), por isso o ideal é validar os números com um contador antes de protocolar.
Tabela-resumo: quanto custa abrir uma empresa em 2026
| Custo | Faixa de valor | Obrigatório? |
|---|---|---|
| Taxa da Junta Comercial (LTDA/SLU) | ~R$ 95 a R$ 650 (varia por estado) | Sim (exceto MEI) |
| Certificado digital e-CNPJ A1 | R$ 130 a R$ 250/ano | Sim (exceto MEI, em regra) |
| Alvará/licenças municipais | R$ 0 (baixo risco) a R$ 1.000+ | Depende da atividade |
| Honorários de abertura | R$ 0 (digital) a R$ 1.500 (tradicional) | Não |
| Capital social integralizado | A partir de ~R$ 1.000 (fica na empresa) | Sim (valor livre) |
| INSS do pró-labore (mensal) | A partir de R$ 178,31 | Sim (sócio que trabalha) |
| Contabilidade (mensal) | Varia por plano e porte | Sim (exceto MEI) |
Cenário realista para um prestador de serviços em SP abrindo uma SLU com contabilidade digital: ~R$ 219 de Junta + ~R$ 180 de certificado = cerca de R$ 400 no ato, com custo mensal a partir da soma de INSS do pró-labore, mensalidade contábil e impostos sobre o que faturar.
Perguntas frequentes
Quanto custa abrir uma empresa em 2026?
Entre R$ 0 (MEI) e cerca de R$ 1.000, na maioria dos casos. Para uma ME de serviços, os custos obrigatórios são a taxa da Junta Comercial (de ~R$ 95 a R$ 650, conforme o estado) e o certificado digital e-CNPJ (R$ 130 a R$ 250/ano). Com uma contabilidade digital que não cobra pela abertura, você paga apenas essas taxas públicas.
Abrir MEI custa alguma coisa?
Não. O registro do MEI é 100% gratuito e feito online no Portal do Empreendedor (gov.br), sem taxa de Junta Comercial e, em regra, sem certificado digital. O único custo é a guia mensal DAS, que em 2026 é de R$ 86,05 para serviços. Desconfie de sites que cobram para “abrir MEI”.
Preciso de alvará para abrir minha empresa?
Na maioria dos serviços, não. A Lei de Liberdade Econômica dispensa de alvará as atividades classificadas como de baixo risco — o que inclui consultoria, tecnologia, design e a maior parte dos serviços intelectuais, inclusive em home office. Atividades com risco sanitário ou de segurança, como clínicas e restaurantes, ainda dependem de licenças específicas.
Qual o custo mensal de manter um CNPJ depois de aberto?
Para o MEI, R$ 86,05/mês (DAS de serviços em 2026). Para uma ME de serviços, o piso costuma somar o INSS do pró-labore (R$ 178,31 sobre um salário mínimo), a mensalidade da contabilidade e os impostos do Simples (a partir de 6% da receita no Anexo III). Em geral, uma ME enxuta parte de R$ 400 a R$ 700 mensais.
A “abertura grátis” tem alguma pegadinha?
Não deveria ter — desde que a empresa seja transparente. O serviço de abertura sai de graça porque a contabilidade ganha na mensalidade que você contrataria de qualquer forma, já que a ME é obrigada a ter contador. As taxas públicas (Junta e licenças) continuam por sua conta, pois são cobradas pelo governo. Confirme sempre o que está e o que não está incluído.
Agora que você sabe exatamente quanto custa abrir uma empresa em 2026, que tal transformar as taxas públicas no seu único gasto? Na Numeos, você não paga nada pelo serviço de abertura: cuidamos da papelada, dos CNAEs e do enquadramento no Simples enquanto você cuida dos seus clientes — e sua empresa já nasce planejada para pagar menos imposto.
Abra sua empresa grátis com a Numeos — processo 100% digital, do contrato social ao CNPJ ativo.

